Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida, está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos o direito de ter um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando você trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende? Não há ato mais infame que roubar.
No fim de tudo a gente fica se perguntando: Por que não deu certo? E a resposta clássica e indiscutível: Não era pra ser.
É assustador como tudo pode dar errado tão rápido. Às vezes, precisamos de uma grande perda, para nos lembrarmos do que realmente importa. Às vezes, ficamos mais fortes, mais sábios, e mais preparados para o próximo desastre. Às vezes. Nem sempre.
Se me der um beijo eu gosto. Se me der um tapa eu brigo. Se me der um grito não calo. Se mandar calar mais eu falo. Mas se me der a mão, claro, aperto. Se for franco, direto e aberto. Tô contigo amigo e não abro. Vamos ver o diabo de perto. Mas preste bem atenção, seu moço, não engulo a fruta e o caroço. Minha vida é tutano, é osso. Liberdade virou prisão. Se é amor, deu e recebeu. Se é suor, só o meu e o teu. Verbo eu pra mim já morreu. Quem mandava em mim nem nasceu.
Quando o céu ficar escuro e começar a chover, a gente caminha junto pra cima das nuvens, quando as noites frias chegarem a gente se abraça entre um carinho e outro, e quando a escuridão tomar a noite e apagar as estrelas, você sorri pra mim.
Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício nenhum.
Quando fazemos uma escolha, qualquer escolha, estamos dizendo sim para um lado e dizendo não para o outro. Então, algum sofrimento sempre vai haver.

